Cheio de história e cultura, o Memorial dos Povos Indígenas é um museu dedicado à cultura indígena brasileira construído em 1987. Idealizado pelo antropólogo Darcy Ribeiro e desenhado pelo arquiteto brasileiro modernista e mundialmente conhecido Oscar Niemeyer, o Museu dos Povos Indígenas foi tombado em 2007 pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional.

O espaço foi construído para trazer vida a cultura indígena e difundir toda a história por trás de cada peça do acervo.

Com localização privilegiada, situado no Eixo Monumental, próximo ao Museu JK, você pode de ônibus, de bicicleta, no carro com guia exclusivo ou dependendo de onde estiver hospedado, até a pé.

 Por muitos anos, esteve fechado mas, desde 1999, restabeleceu suas atividades. O objetivo do museu é valorizar, preservar e divulgar a cultura dos povos indígenas.

História do Museu dos Povos Indígenas

Antes de mais nada, é preciso entender a história por trás da idealização e construção desse memorial tão importante para a capital federal.

Inicialmente, antes de abrir como Memorial dos Povos Indígenas, o prédio foi transformado em Museu de Arte Moderna e inaugurado com uma exposição do artista venezuelano Armando Reverón.

Apesar de vários projetos terem sido elaborados para o funcionamento enquanto um Museu de representatividade indígena, o prédio permaneceu desativado durante dois anos, e em 1989 foi transferido para o Poder Federal.

Em 1995, o espaço retornou à administração do Distrito Federal e iniciaram-se obras para a recuperação do ambiente. Nesse mesmo ano, representantes das tribos de Karajá, Kuikuro, Terena e Xavante realizaram uma cerimônia especial para comemorar o restabelecimento do espaço como Museu do Índio.

O Memorial dos Povos Indígenas somente começou a funcionar de forma definitiva a partir de 1999, quando o recém eleito governador do Distrito Federal, Joaquim Roriz, juntamente com a então secretária de Cultura, Marina Luiza Dornas, e mais 55 índios e lideranças indígenas do Alto Xingu celebraram a reabertura do Memorial dos Povos Indígenas como um museu cultural. Desde então, o Memorial permanece aberto ao público, e recebe diariamente centenas de visitantes do país e do mundo.

Sua arquitetura e correlação com os Povos Indígenas

O museu foi projetado em forma de espiral que remete a uma maloca redonda dos índios Yanomami, e possui um espaço de área construída de 2.984,08m² e com 7 metros de altura. A referência do projeto é enfatizada pela presença de um pátio interno de chão batido, que lembra o pátio central de uma aldeia onde geralmente são realizados vários eventos cerimoniais indígenas.

A principal forma de acesso ao Memorial é feito através de uma rampa sinuosa que liga o exterior ao foyer do edifício. As exposições acontecem em volta de um pátio circular aberto, a arena, local de convivência onde as tribos indígenas de todos os lugares do Brasil se reúnem e fazem, periodicamente, apresentações das suas danças, rituais, lutas. Em volta dele está o espaço expositivo, com suas janelas de vidro amplas, que dão acesso a esse grande espaço de manifestações e expressões, e oferecem uma luminosidade controlada ao local.

Conheça sua diversidade cultural indígena

O propósito do projeto do memorial foi mostrar a grande diversidade e riqueza da cultura indígena de forma dinâmica e viva. No espaço é possível encontrar diversos eventos que contam com a presença e a participação de representantes indígenas de diferentes regiões do país. No acervo, há , peças representativas de várias tribos, incluindo exemplares da coleção Darcy-Berta-Galvão com destaque para a arte plumária dos Urubu-Kaapor; bancos de madeira dos Yawalapiti, Kuikuro e Juruna, máscaras e instrumentos musicais do Alto Xingu e Amazonas.

O Memorial incentiva ainda parcerias com outros museus e instituições do gênero, abrindo caminhos para o intercâmbio de informações sobre as diferentes culturas tradicionais, bem como de novas ideias e técnicas para o melhor funcionamento do espaço.

Além disso, o intercâmbio cultural com povos indígenas de outros países também é um compromisso permanente do Memorial. Já foram recebidos visitantes como representantes da Assembléia das Primeiras Nações do Canadá e dos Maoris da Nova Zelândia. 

Saiba as principais peças representativas dos Povos Indígenas

O museu abriga um acervo de pelo menos 380 peças, reunidos em mais de 40 anos de pesquisa e que foram doadas pelo antropólogo e ex-senador brasileiro Darcy Ribeiro, e os antropólogos Berta Ribeiro e Eduardo Galvão. Além disso, o Memorial também conta com participação dos próprios índios em sua gestão.

No Museu, é possível encontrar  máscaras e vestimentas utilizadas em rituais e festas, que cobriam os rostos dos dançantes, tomados por suas entidades protetoras. As cestarias com seus desenhos e grafismos geométricos, nunca um igual ao outro, pois feitos a mão, ainda hoje são utilizadas pelos povos que moram na floresta. Há também muita diversidade de acessórios produzidos pelos próprios índios como brincos, braçadeiras, cintos, caneleiras, tangas, e diversos adornos criativos e coloridos, como uma coroa, usada somente pelos homens, de garras de onça ou jaguar, exclusivo para caciques e lutadores habilidosos de uma luta corporal tradicional praticada pelos povos do Parque Indígena do Xingu, os índios Bororós do Mato Grosso.

O Museu dos Povos Indígenas é, sem dúvidas, uma aula de imersão na história cultural do Brasil e dos povos que aqui ocuparam.

Informações Adicionais

Aberto ao público diariamente, o Memorial se empenha em organizar exposições regularmentes, além de eventos, exposições e apresentação indígenas, a fim de fomentar a cultura e a diversidade. A data comemorativa mais importante é o Dia do Índio, no dia 19 de abril, onde são organizados todos os anos, festas e atividades em comemoração a esta data.

Programe-se e não perca a oportunidade de conhecer um local rico em cultura e em arte. O Memorial promove diversos eventos, geralmente gratuitos, como concertos, mesa de debates e exibição de filmes.

O Museu dos Povos Indígenas fica localizado em frente ao memorial JK, no endereço: Eixo Monumental Oeste, Praça do Buriti. E possui horário de visitação de terça a sexta-feira, das 9h às 17h, e sábados, domingos e feriados, das 10h às 17h.

O telefone para contato do memorial JK é: (61) 3344-1154 / 3342-1156.

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